04 setembro 2007

Mona Lisa, de Duchamp


Marcel Duchamps fotograferad av Max Ernst

03 setembro 2007

13 agosto 2007

Imagem: Marcel Duchamp

Obra: "La fontaine" de Marcel Duchamp (1887-1968), pintor, escultor francês.




"O MUNDO CONTEMPORÂNEO VIVE UMA VERDADEIRA BULIMIA DE IMAGENS PRODUZIDAS EM MASSA". UMBERTO ECO

23 julho 2007

Sugestão de leitura


A PUBLICIDADE É UM CADÁVER QUE NOS SORRI
Oliviero Toscani
Tradução Luiz Cavalcanti de M. Guerra
4a edição Ediouro(187 p.)www.ediouro.com.br

A publicidade e o mundo infantil

Os grandes consumidores são as crianças, responsáveis por 70% das decisões de compra dos pais.

O Conar (Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária) criou novas regras para a publidade dirigida ao público infantil, evitando propagandas abusivas dessa massa consumidora.

Veja na íntegra o regulamento: http://www.aba.com.br/doc/conar.pdf

02 julho 2007

Frase do Dia

"A VIDA TRANSBORDA O CONCEITO",
Tomás de Aquino (1225-1274)

Martin Buber


Martin Buber foi um dos mais importantes filósofos judeus do século XX. Tal era o poder de sua palavra escrita e oral que, durante a Primeira Guerra Mundial, muitos jovens escreveram-lhe procurando ajuda em difíceis crises morais, religiosas e políticas. Ficou muito conhecido por sua principal obra filosófica “I and Thou” (Eu e Tu), publicada em 1923.

Buber diz que o ser humano se constitui através do ''entrar em relação'', fundamentando sua existência a partir do seu atuar no mundo, que é a expressão da linguagem que usa. É através da palavra é que o homem se introduz na existência.

O filósofo destaca duas possibilidades do EU revelar-se como humano: através do relacionamento EU-TU e do relacionamento EU-ISSO. Repetidas vezes, são processos que se entrelaçam confusamente numa profunda dualidade. EU-TU e EU-ISSO são chamados por Buber de palavras-princípio. Buber se interessa pelo mundo enquanto correlato na relação diádica, EU-MUNDO. Do mesmo modo, não há EU em si, apenas o EU de uma das duas palavras-princípio.

Modernidade Líquida

Na modernidade líquida, tudo é volátil e as relações humanas não são mais tangíveis e a vida em conjunto, familiar, de casais, de grupos de amigos, de afinidades políticas e assim por diante, perde consistência e estabilidade.

15 junho 2007

Assassino Midiático

Essa semana, li o artigo da Revista Bravo em que crítico de cinema Ricardo Calil fala sobre o filme ZODÍACO, nome do serial killer que aterrorizou o norte da Califórnia nos anos 60 e 70, sem ter sido identificado ou preso.

Lembrei e me deparei com alguns casos de famosos assassinos que inspiram produtos culturais, filmes, quadrinhos, música pop e ópera. Incrível? O caso mais recente é o sul-coreano Cho Seung-hui, da Universidade Virginia Tech. O assassino gravou um série de videos, que foi divulgado pela mídia com enorme cobertura.

Um exemplo foi Jack, o Estripador, assassino de prostitutas na Inglaterra do século 19, é o "Pai Espiritual" de muitos serial killers.

O Bandido da Luz Vermelha foi um dos personagens mais freqüentes nas páginas policiais da década de 60.

25 maio 2007

Ponto...


O farmacêutico John Stith Pemberton, em 1831, trancou-se em um laboratório, em Atlanta, EUA, e criou uma nova bebida. Um vinho da época adaptado, chamado Vin Mariani. Este vinho possuia entre seus principais ingredientes a folha de coca, já famosa entre os nativos da Bolívia e Peru por 2 mil anos, e que ganhava popularidade também na Europa e nos Estados Unidos do século XIX. Esse segredo é trancado a sete chaves!!!!


21 maio 2007

Sou Feia, Mas Tô na Moda





Na última sexta-feira, assisti o documentário no canal GNT "Sou Feia, Mas Tô Na Moda".

Uma análise do funk carioca, coencidência, porque naquele dia da aula, havíamos falado sobre outro tema "Apareço, logo existo, logo faturo", do blog da colega Ada http://analisesmidiaepoder.blogspot.com/

O filme conta o início do funk e passa pela transformação de bailes do gênero (violentos e pacíficos). A Diretora Denise Garcia e sua equipe foram a bailes no Rio de Janeiro e no exterior, coletando depoimentos das pessoas ligadas ao funk. "Sou Feia Mas Tô Na Moda" é o título de uma das músicas de Tati Quebra-Barraco, que, no filme, aparece com oito meses de gravidez.

O que me chama atenção, é que o documentário trata as origens do mundo funkeiro fluminense, a partir dos primeiros trabalhos da Cidade de Deus. O funk, ao invés de ser um mundo a parte, vem conquistando diversas classes sociais. Além disso, o funk é sustentado pelo desejo e talento da grande população que vive nas favelas e subúrbios cariocas.

07 maio 2007

O poder midiático




Poderíamos, há quinze anos atrás, dizer que os meios de comunicação eram universos fechados, mas, isso não é mais possível, por que? porque existe a revolução digital, a mescla do texto, do som e da imagem, a mistura de tudo.




"A Internet não substitui os demais meios, nem anula práticas e metodologias de luta social, que continuam válidas e bastante necessárias. A mega-rede é uma vertente complementar de informação, expressão e mobilização" (Denis Morais).

02 maio 2007

O capital da mídia na lógica da globalização, resumo, Dênis Moraes

A mídia e o entretenimento exercem duplo papel na vida contemporânea. A primeira exerce o papel de agente operacional da globalização, transformando seus discursos hegemônicos, mas opera tanto por uma ideologia global, quanto por canais tecnológicos, interagindo em tempo real e on line, povos do mundo inteiro. Os grandes conglomerados de mídia atuam como agentes econômicos globais, contribuindo ainda mais para a produção capitalista.

Já o entretenimento (indústrias de informação e diversão) formam o setor que mais crescem na economia norte-americana, à frente dos mercados financeiro e de serviços. As empresas de comunicação querem alcançar os parâmetros de lucratividade e rentabilidade dos gigantes transnacionais. Estrategicamente, os modelos utilizados são bastante semelhantes.

Os três pontos que ajudam a fixar o perfil da mídia global:

a) vivemos uma mudança de padrão comunicacional. Do gabarito mediático (Medium, do latim, é meio, meio de comunicação) para o multimediático ou multimídia, através da digitalização (internet, DVD, TV interativa de alta definição, celulares com Web móvel e os tantos que virão). A linguagem digital favorece proporções incalculáveis. Nessa esteira, os conglomerados tratam de otimizar as cadeias produtivas para lucrar em todas as pontas.

b) O segundo ponto refere-se ao modelo organizacional das corporações de mídia. No neoliberalismo, ocorre o processo de desregulamentação, de privatização. Sai de cena o Estado que representava a sociedade civil e os laços comunitários e entram os megagrupos de mídia, a maioria sediados nos EUA.

c) Na década de 90, as indústrias de mídia ajustaram-se às linhas-mestras da corporação-rede. Do planejamento mundializado, ou seja, buscaram um modelo de administração que seja ao mesmo tempo integrada e descentralizada. A empresa fornece as estratégias mais abrangentes, mas as divisões têm considerável autonomia.

As empresas de menor porte estão condenadas a se juntarem às líderes ou a explorarem nichos de mercado, caso contrário, vão a falência. Outro fator perturbador: as gigantes estão engolindo as grandes empresas.

“Os globalófilos podem até argumentar que nunca a humanidade se deparou com tantas informações e imagens, tantos acessos à cultura e ao entretenimento. Caberia objetar: mas quem comanda e centraliza a veiculação dos bens simbólicos? quem agencia os acessos? quem define o que vai ser fabricado e como e onde difundido?” Eis a questão...

Consumismo


Somos tão dependentes do consumo, condição social de sobrevivência e imposição.
Porque não revalorizar as condições de vida coletiva, abrindo mão do individualismo, o egoismo, do narcisismo?
Damos tanta importância a aparência, a libidinização do consumo, a sexualidade do consumo e os objetos de desejo em geral.
Nossa sociedade cultua os objetos ou sua imagem associada. Tudo é descartável, até as relações humanas...

12 abril 2007

Admirável Mundo Novo, Aldoux Huxley

Conversando com um colega de trabalho, o Douglas, descobri três paralelos entre o livro Admirável Mundo Novo, de Aldoux Huxley:

1) Aldoux Huxley baseou-se no livro "A tempestade", de William Shakespeare.
Uma história de vingança, de amor e de conspirações oportunistas. Um contraponto disforme, selvagem, pesada dos instintos animais, com o desejo de liberdade e a lealdade grata e servil. Shakespeare revela, nessa obra prima, uma história de dor e reconciliação.

2) A música "Admirável Gado Novo", de Zé Ramalho
A música, lançada em 1979, foi inspirada no título do livro. A canção aborda a vida sobfrida do povo que vive no sertão, fala das dificuldades de sobrevivência, enaltece e valoriza o trabalho árduo das pessoas, povo marcado, povo feliz.

Vocês que fazem parte dessa massa
Que passa nos projetos do futuro
É duro tanto ter que caminhar
E dar muito mais do que receber
E ter que demonstrar sua coragem
À margem do que possa parecer
E ver que toda essa engrenagem
Já sente a ferrugem lhe comer

Ê, ô, ô, vida de gado
Povo marcado, ê, povo feliz
Ê, ô, ô, vida de gado
Povo marcado, ê, povo feliz ...

3) E terceiro paralelo é o filme "Laranja Mecânica"
Laranja Mecânica, 1971, de Stanley Kubrick, trata-se da história de um homem agressivo, que recebe tratamento de choque, fazendo-o mudar de comportamento. Esse é o ponto de comparação de um filme que retrata o comportamento “hipotético” de uma sociedade do século XXI. Nessa sociedade, as leis parecem não mais funcionar e o governo busca novas formas de reintegrar o homem mau à sociedade, tornando-o bom. Para tanto, utiliza-se de mecanismos técnicos e psicológicos na indução do comportamento de Alex (Malcolm McDowell), preso por estupro e assassinato. O “novo” indivíduo resultante desse condicionamento é como uma laranja mecânica.



10 abril 2007


Bibliografia recomendada

POR UMA OUTRA COMUNICAÇÃO: MÍDIA, MUNDIALIZAÇÃO CULTURAL E PODER
Organizador: DÊNIS DE MORAES, Editora Record, Rio de Janeiro, 414 páginas 1ª edição, 2003; 2ª edição, 2004; 3ª edição, 2006.